É duro quando o coração da gente tá ferido... nós ficamos presos, amarrados e nos tornamos 'emocionalmente indisponível' pra qualquer coisa... Cada dia é uma luta para um novo respirar, um novo agir, uma nova atitude, um novo passo. Nessas horas parece que o coração aperta e pensamos até estar a beira da loucura ou de um colapso nervoso. Há coisas que nos atingem de tal forma, que nos derrubam e reerguer-se torna-se uma luta diária. Nesse compasso tenho uma certeza: a cura interior é o caminho. É um caminho difícil, penoso, regado a muitas lágrimas, noites mal dormidas e algumas angustias. Em cada despertar ressurge um pedacinho de esperança, até que um novo amanhã passa a surgir devagarinho, primeiro como um ponto de luz no meio da escuridão, até que vai aumentando, aumentando, até tornar-se uma luz resplandecente. O cuidado nessa hora é conhecer da onde está vindo está luz. No meio da loucura e dos espinhos, nos perdemos na trilha tortuosa de limpar um campo de rosas. Muitas vozes ouvimos, muitos zumbidos, chichilares e cânticos;e, por vezes tomamos o caminho errado e acabamos por cair novamente em trevas. Angustia-me pensar que estamos fadados a este ciclo vicioso de trevas e luzes passageiras. Acredito que exista uma "Luz Maior", resplandecente de fato, permanente, eterna, cheia de Amor e compreensão. Nessa Luz a Paz permeia e a sensação de alívio certo impera em nosso interior. Resta-nos saber encontrar essa Luz e cuidar para não nos afastarmos dela, para o nosso próprio bem; mas compreender que mesmo que nos pernamos entre uma pedra e um espinho, a Luz sempre aparece e se mostra sempre do mesmo modo: devagarinho, na mesma medida em que abrimos as porteiras do nosso jardim e despojamo-nos das nossas 'cercas' interiores...
Nenhum comentário:
Postar um comentário